Resumo do livro "É preciso lutar"

Márcia Kupstas

Márcia Kupstas
Márcia Kupstas

Foto do livro "é preciso lutar"

Márcia Kupstas

Sou paulistana, nasci em 13 de setembro de 1957, no bairro da Vila Zelina, que tinha forte presença do povo eslavo. Meus pais se chamavam Vytalius e Elisabeth Kupstas, sou descendente de ucranianos, russos e lituanos... grandes contadores de histórias! Cresci ouvindo casos que Efrosina, minha avó russa, contava: sobre os invernos europeus, a guerra (tenho até foto do meu avô com uniforme da Primeira Guerra!), a imigração para o Brasil, lendas e contos de fadas.

Esse fascínio pelas histórias continuou. Quando fiz 10 anos, eu e mamãe ficamos sócias de uma biblioteca circulante. Tínhamos direito a dois livros cada uma, por quinzena. Era comum que eu lesse meus dois livros, os dela e às vezes pedia emprestado os livros que uma vizinha também havia retirado, naquele período. Posso dizer que fui uma "rata de biblioteca", quer dizer, devorava histórias! E prometia que, quando virasse "gente grande", também inventaria as minhas, para emocionar as pessoas do mesmo jeito que me sentia fascinada pelos livros de meus escritores favoritos.

O primeiro desses autores foi Monteiro Lobato. Durante uns três anos, meus presentes de Natal e aniversário foram os seus livros: a coleção completa! Eu os adorava... lia e relia cada volume cinco, seis vezes. Depois dele, foram tantas as minhas "paixões" literárias: Edgar Allan Poe, D. H. Lawrence, Graham Greene, John Steinbeck, Agatha Christie, Conan Doyle, Ernest Hemingway... e outros autores nacionais, começando com José Mauro de Vasconcelos (um admirável best-seller na minha juventude, com MEU PÉ DE LARANJA LIMA); Graciliano Ramos, Machado de Assis, José Condé, Jorge Amado... adulta, continuo lendo de tudo, de clássicos a contemporâneos.

Em 1986 foi publicado meu primeiro livro, CRESCER É PERIGOSO, pela Editora Moderna. Teve grande
impacto, na época. Era o primeiro que inaugurou a "onda" do livro-diário na literatura jovem do país. Gustavo, um adolescente descendente de japoneses, tímido e carente, registrava suas experiências de um jeito solto, "abria o coração" para o leitor. CRESCER É PERIGOSO ganhou o Prêmio Revelação no Concurso Mercedes-Benz de Literatura Juvenil, em 1988.